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Lembrança - Vendeu um Grande Romance Boletim Simmer
61ª edição · 7 a 13 de agosto de 2017
Banner Boletim Simmer Dia dos Pais

Alô, alô, caros leitores! O Boletim Simmer, o jornal dominical eletrônico que lhe conta tudo o que aconteceu de mais importante no universo da franquia The Sims nesta última semana, chegou para mais uma edição.

Hoje também é Dia dos Pais! Um feliz dia para todos os pais, simmers ou não. Obrigado pelo carinho! Nesta semana, temos alguns destaques que valem a pena noticiar. Ainda nenhum lançamento à vista, mas nos focamos mais nos eventos ocorridos em títulos já existentes.


Electronic Arts força cancelamento de projeto fanmade de The Sims para mobile
FreeSO novo logo

Há três edições atrás, nós noticiamos que a FreeSO, a equipe formada de simmers que ressuscitaram The Sims Online dos mortos e estão mantendo o projeto de vento em popa de graça, planejavam trazer uma versão do The Sims original para os smartphones[1]. Como tudo o que é bom dura pouco, a Electronic Arts demorou, mas finalmente meteu o bedelho.

Nessa segunda-feira (7), a equipe lançou um comunicado[2] em tom profissional, afirmando que a Electronic Arts pediram que eles "cessem e desistam" de trazer The Sims 1 para os smartphones ou qualquer outra plataforma. Como não estão lucrando com o projeto e não querem iniciar uma longa batalha jurídica com a empresa, o projeto foi oficialmente cancelado.

Não é a primeira vez que o projeto é contatado pela Electronic Arts. Segundo o comunicado, a equipe também foi contatada pela EA meses atrás para discutir os direitos da empresa sobre a propriedade intelectual "The Sims Online" e sobre o logo. Felizmente, nada de grave ocorreu: a equipe trocou o logo como pedido (a casinha que havia antes desapareceu) e a engine que o jogo online usa foi produzida pela FreeSO.

[OPINIÃO] Entendo que seria ambicioso demais deixar que The Sims, um título que, na época de seu lançamento, gerou muito dinheiro para a Electronic Arts e é um dos jogos para PC mais vendido da história, ser transportado pelos fãs ao mobile. A Electronic Arts não deixaria o ganso dos ovos de ouro escapar tão fácil – como o próprio anúncio do cancelamento diz, "[a propriedade intelectual de] The Sims é claramente algo que a EA quer proteger de qualquer dano potencial [...]" e como foi noticiado na nossa antepenúltima edição (matéria "Inicia-se o ano fiscal de 2018 e The Sims 4 está indo 'extremamente bem', diz Electronic Arts").

Ao mesmo tempo, acho ridículo o descaso que a Electronic Arts dá para os seus jogos mais antigos nessa era digital. A Origin só exalta The Sims 3 e The Sims 4 como se fossem os títulos mais relevantes da série (mas são facilmente ofuscados pelas duas primeiras gerações do jogo), enquanto os outros títulos ficam esquecidos. The Sims, The Sims 2 e spin-offs como a série The Sims Histórias poderiam e deveriam estar à venda na Origin também. Claro que o dinheiro da venda de mídias físicas ainda rende lucro para a empresa, mas a disponibilidade única da mídia digital não é de se jogar fora.

Se você acha que estou exagerando ao pedir que um jogo antigo (se você considera 2000 "antigo") seja vendido em mídia digital na Origin, então explique-me como SimCity 2000 (lançado em 2005 para PC mas, originalmente, em 1994 para PC DOS e Mac OS) está à venda por R$ 9,99 na Origin.


SimGuruGraham fala sobre o desenvolvimento de coleção de objetos no fórum oficial
Já que estamos falando de ganância...

Ei, você aí! Já se perguntou como é o processo de fabricação daquelas coleções de objetos meticulosamente planejadas, porém medíocres no máximo e tática barata de extorsão de dinheiro, digo tão cuidadosamente feitas funciona? Eu também não. Quer dizer, a não ser que você seja bastante curioso.

No seu comentário no fórum oficial da franquia[3], SimGuruGraham fala sobre a pré-produção (criar artes conceituais, reuniões para discutir os conteúdos), a produção em si (para construir os itens planejados e consertar erros) até atingirem o "gold" (momento no qual o produto está pronto, mas ainda não foi lançado) e o tempo até o produto ser realmente lançado. Contratempos acontecem, mas nunca um lançamento teve ou terá de ser adiado, segundo Graham.

A informação que mais chamou atenção nesse post inteiro está presente no parágrafo final, no qual Graham afirma que a equipe "é capaz de desenvolver quatro coleções de objetos por ano". Obrigado, SimGuruGraham. Era exatamente isso que todos queríamos. Quatro coleções de objetos por ano. Com mal quarenta itens cada. Não pacotes de expansão que adicionam mais conteúdo. Queremos os medíocres quarenta itens de sempre, no preço de sempre. Nós, os fãs, adoramos viver na mediocridade.


Nova atualização para The Sims Móvel
TSM (Ícone)

Nessa quarta-feira (9), The Sims Móvel – relembrando: ainda disponível apenas no Brasil – ganhou uma nova atualização[4]. Com ela, agora:

  • Cada interação do Sim demanda um tanto de energia, que pode ser repristinada usando a cama, o vaso sanitário, a ducha ou a banheira;
  • O centro da cidade é desbloqueado no nível 15;
  • Os Sims envelhecem de acordo com as experiências de vida que passam, não mais pelo dia de jogo passado. Eles não morrerão mais sem o desejo do jogador;
  • É possível ter mais de três traços, porém mais espaços serão disponibilizados conforme o jogador for jogando. Alguns deles possuem níveis que só podem ser desbloqueados por heranças ou experiências no trabalho;
  • Os traços estão mais envolvidos na socialização e no trabalho;
  • Eventos de carreira: agora os Sims poderão fazer tarefas menores sem supervisão, porém serão mais eficientes com a ajuda do jogador. O expediente demora mais caso o jogador não queira participar;
  • Inclusão da Daily To-do List (ou "Lista de afazeres diários"), que foca no progresso do Sim em relação ao seu trabalho ou ao seu núcleo familiar (comprar mobília, trabalhar, participar de eventos sociais, modificar a aparência do Sim, entre outros).

Uma ótima semana à todos e todas!

Escrito e postado por
Prumo animado Mar99 wiki (mural de mensagens)
Fechamento da edição
13 de agosto de 2017 às 00h02min

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